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"POEMA 8"

Pablo Neruda

Abeja Blanca

Abeja blanca zumbas -ebria de miel- en mi alma
Abelha branca zumba - ebria de mel - em minha alma

Y te tuerces en lentas espirales de humo.
E te torças em lentas espirais de fumaça.

Soy el desesperado, la palabra sin ecos,
Sou o desesperado, a palavra sem ecos,

El que lo perdió todo, y el que todo lo tuvo.
O que perdeu tudo, e o um que todos teve.

Última amarra, cruje en ti mi ansiedad última.
Última amarra, repousa em ti minha última ansiedade.

En mi tierra desierta eres la última rosa.
Em minha terra deserta és a última rosa.

Ah silenciosa!
Ah silenciosa!

Cierra tus ojos profundos. Allí aletea la noche.
Fecha teus olhos profundos. Neles tremula a noite.

Ah desnuda tu cuerpo de estatua temerosa.
Ah desnuda teu corpo de estátua temerosa.

Tienes ojos profundos donde la noche alea.
Tens olhos profundos onde a noite brilha.

Frescos brazos de flor y regazo de rosa.
Frescos braços de flor e colo de rosa.

Se parecen tus senos a los caracoles blancos.
Teus seios se parecem aos caracóis brancos.

Ha venido a dormirse en tu vientre una mariposa de sombra.
Veio dormir em teu ventre uma borboleta de sombra.

Ah silenciosa!
Ah silenciosa!

He aquí la soledad de donde estás ausente
Há aqui a solidão de onde estas ausente.

Llueve. El viento del mar caza errantes gaviotas.
Chove. O vento do mar caça gaivotas errantes.

El agua anda descalza por las calles mojadas.
A água anda descalça pelas ruas molhadas.

De aquel árbol se quejan, como enfermos, las hojas.
Daquela árvore reclamam , como enfermas, as folhas.

Abeja blanca, ausente, aún zumbas en mi alma.
Abelha branca, ausente, ainda zumbes em minha alma.

Revives en el tiempo, delgada y silenciosa.
Revives no tempo, elegante e silenciosa.

Ah silenciosa!
Ah silenciosa!
 

Pablo Neruda

Voz: Juan Jose Torres

 

Guestbook:

(Livro de Visitas)

                         

   

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