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"POEMA 7"

Pablo Neruda

Ojos Oceánicos

Inclinado en las tardes tiro mis tristes redes a tus ojos oceánicos.
Curvado sobre as tardes lanço minhas tristes redes em seus olhos oceânicos.

Allí se estira y arde en la más alta hoguera mi soledad que
da vueltas los brazos como un náufrago.

Lá se abre e queima na mais alta fogueira minha solidão que
meus braços abraçam como um náufrago.

Hago rojas señales sobre tus ojos ausentes que olean
como el mar a la orilla de un faro.

Faço sinais vermelhos para seus olhos ausentes que ondeiam
como o mar a beira de um farol.

Sólo guardas tinieblas, hembra distante y mía, de tu mirada
emerge a veces la costa del espanto.

Só olhas a escuridão, fêmea distante e minha, de seu olhar
emerge às vezes a costa do medo.

Inclinado en las tardes echo mis tristes redes a ese mar
que sacude tus ojos oceánicos.

Curvado sobre as tardes eu lanço minhas redes tristes para esse mar que treme seus olhos oceânicos.

Los pájaros nocturnos picotean las primeras estrellas que centellean como mi alma cuando te amo.
Os pássaros noturnos bicam as primeiras estrelas que brilham
como minha alma quando eu te amo.

Galopa la noche en su yegua sombría desparramando espigas azules sobre el campo.
Galopa a noite em sua égua sombria derramando espigas azuis
sobre o campo.
 

Pablo Neruda

Voz: Juan Jose Torres

Guestbook:

(Livro de Visitas)

                                     

   

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