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Problemas
de aprendizagem: Avaliação e diagnóstico
Uma das
primeiras medidas adotadas pela escola e pelos pais quando um aluno
não apresenta um bom desempenho escolar é buscar alguma doença na
criança, pois algo deve haver de errado com ela. A partir deste
pressuposto, dá-se inicio a uma "via crucis" de exames e de
avaliações por vários profissionais, cada um vendo uma "parte" da
criança, sem que na maioria das vezes sequer tentem juntar estas
partes.
Muitos dos
problemas escolares não estão relacionados a problemas físicos das
crianças, embora muitas vezes os pediatras sejam procurados para
detectar alguma anormalidade como verminose, anemia e com freqüência
é solicitado e eletroencefalograma, que na maioria das vezes é
normal. A tendência a responsabilizar a criança pelo fracasso
escolar geralmente é equivocada, pois na verdade existem muitos
outros aspectos envolvidos, como a escola, a metodologia de ensino,
os professores, os pais, a família e outros.
O
tratamento de crianças com problemas de aprendizagem só deve ser
instituído após uma adequada avaliação realizada por uma equipe de
profissionais com experiência, que trabalhe em conjunto e que
considere a criança em todos os seus aspectos.
Infelizmente o que se vê na maioria das vezes é o
envolvimento da criança com múltiplos profissionais, sem que haja
entre eles qualquer comunicação ou discussão sobre as avaliações
realizadas.

Histórico
Durante
muito tempo o desconhecimento dos profissionais levou ao diagnóstico
de um número enorme de crianças com problemas neurológicos
denominados "disfunção cerebral mínima - DCM" ou "disritmia",
quando apresentavam alguma dificuldade no processo de aprendizagem.
Na realidade, crianças com estes diagnósticos nunca tiveram
confirmadas lesões neurológicas e estes termos atualmente não são
mais utilizados.
Eletroencefalograma (EEG)
Pais e
professores dedicam ao EEG uma importância exagerada. Ele é
realmente importante para o estudo e diagnóstico de alguns problemas
neurológicos (como crises convulsivas) mas pouco ou nada auxilia na
compreensão dos processos de aprendizagem e seus desvios. O
eletroencefalograma não é o exame mais importante para diagnosticar
dificuldades na aprendizagem.
Jorge Luiz
Montardo
Médico
pediatra formado em 1979 pela Pontifícia Universidade Católica do
Rio Grande do Sul (PUC - RS), exercendo atividade profissional na
cidade de Ijuí, RS.

Artigo transcrito da Internet
com intenção única de ajuda aos Educadores
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ana.tessari@bol.com.br

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