JANELAS
DA ALMA

Palavras
o vento leva,
Sorrisos
o tempo apaga,
Promessas
se vão com a maré,
A
boca fala, cala,
Fala
de novo,
Mas
será que tudo vem
do coração?
Não
sei não?
Muitas
vezes,
mesmo
sem querer mentir,
Falamos
aquilo
que
gostaríamos de
sentir...
Porém
no rosto,
Temos
janelas
iluminadas,
Que
queiramos ou não,
Denunciam
a mais leve,
A
mais profunda emoção.
Janelas
que desnudam
nossos
sentimentos,
Que
nos traem
revelando
Mesmo
aquilo que
teimamos esconder.
São
janelas sem
cortinas,
sem
black-out,
Sem
persianas,
Janelas
que trazem o mundo
para
dentro de nós
E
que em troca expõe
o nosso mundo
Para
todo mundo ver.
Janelas
da alma,
São
os nossos olhos,
Documentos
lavrados
no
cartório do coração,
Reconhecidamente
fiéis
aos
nossos sonhos
E
desejos.
Palavras
se vão...
Promessas
são vãs...
Mas
o brilho dos
nossos olhos,
Não
se irão nunca...
(desconheço
o autor)

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