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A
Lógica
do Sistema
Numérico
Regina
Wey
Uma
seqüência
de
quadrados
e retângulos
pode
ajudar
seus
alunos a
dar os
primeiros
passos
na Matemática.
Construí-la
faz
parte de
uma série
de
atividades
com o
chamado
material
multibase,
um
punhado
de
pecinhas
geométricas
planas e
tridimensionais
feitas
de
madeira.
Quando
manipulados,
esses
objetos
ensinam
a lógica
do
sistema
numérico,
ou seja,
o
mecanismo
que
permite
contar e
fazer
contas
usando símbolos
numéricos.
Com
o
multibase,
no
entanto,
tudo é
feito
sem
falar
nesses símbolos.
As peças
tomam
seu
lugar. E
os
algarismos,
como os
conhecemos,
são
deixados
um pouco
de lado,
pois
representam
exclusivamente
o
sistema
decimal.

O
multibase
trabalha
outras
bases
numéricas,
como a
binária,
e mostra
que o
sistema
não se
altera
em função
dos símbolos
usados
para
contar
—
sejam
eles
algarismos
ou peças.
Criado
pelo
matemático
húngaro
Zoltan
Paul
Dienes
nos anos
50, o
multibase
pode ser
combinado
com
outros
recursos
didáticos.
Para
explicar
o
sistema
de
numeração,
soma-se
o
multibase
ao
material
dourado
—
recurso
inventado
pela
italiana
Maria
Montessori
no início
do século
para
representar
a base
10 (veja
quadro).
Assim, o
aluno
terá
facilidade
para
associar
números
a
quantidades
e fazer
contas
na base
decimal.
A
educadora
Maria
Montessori
(1870-1952)
foi uma
das
pioneiras
no uso
de peças
para
representar
o
sistema
decimal.
Seu
material
dourado,
assim
chamado
pela cor
da
madeira
de que
é
feito,
divide-se
em peças
originalmente
conhecidas
como
unidade,
dezena,
centena
e
milhar.
Hoje,
alguns
educadores
preferem
utilizar
outra
nomenclatura
que não
se
prende
ao valor
representado,
como os
termos
"cubinho"
(unidade),
"barra"
(dezena),
"placa"
(centena)
e "cubão"
(milhar).
Essa
liberdade
permite
fixar o
valor 1
para peças
diferentes,
dando
margem
ao
estudo
das frações.
Se o
professor
disser
que a
barra
vale 1,
o
cubinho
passa a
valer
1/10, a
placa,
10 e o
cubão,
100.
Mas, se
o cubão
representar
1, o
cubinho
valerá
1/1000,
a barra,
1/100 e
a placa,
1/10. A
principal
função
do
material
dourado,
entretanto,
ainda é
o estudo
das
quatro
operações
fundamentais.
Manipulando
suas peças
da forma
correta,
é possível
somar,
subtrair,
multiplicar
e
dividir
sem
grandes
dificuldades,
como você
verá no
final
desta
reportagem.

ATIVIDADES
COM
JEITO DE
BRINCADEIRA
Embora
apresentadas
aos
alunos
de uma
forma
divertida,
as
atividades
com o
multibase
seguem
uma seqüência.
Mas não
vá do
começo
ao fim
de uma só
vez:
deixe
que os
alunos
comandem
a duração
dos
exercícios.
Não será
difícil
\n';
document.write(barra);
}
}
changePage();
perceber
a evolução.
O
QUE É
BASE NUMÉRICA
Na
prática,
base numérica
é o
valor
que
determina
quantos
símbolos
usamos
para
contar.
Se
estivermos
na base
2,
usaremos
dois símbolos
(0 e 1,
por
exemplo),
na base
3, três
símbolos,
até a
base 10,
onde
temos
dez símbolos
(os
conhecidos
0, 1, 2,
3, 4, 5,
6, 7, 8
e 9).
Com
alunos
de
primeiro
grau
menor, não
é
preciso
explicar
nem usar
o termo
"base
numérica".
Lembre-se
de que a
intenção
é
mostrar
a lógica
do
sistema
de
numeração,
que não
se
altera.
Os nomes
complicados
ficam
para
depois.
ATIVIDADE
1
Jogo
livre
Peças
de uma
mesma
base são
distribuídas
para um
grupo de
alunos e
pede-se
que
brinquem
à
vontade
(na
foto,
vemos
configurações
livres
com as
bases 3
e 2). As
crianças
construirão
desenhos,
formas
geométricas,
pilhas,
enfim,
tudo que
lhes
vier à
cabeça.
Com
isso, vão
se
familiarizando
com o número
de lados
e os
formatos
das peças.
É
apenas
um
reconhecimento
para
facilitar
o próximo
exercício.

ATIVIDADE
2
Quem
é quem
Nesta
atividade,
as crianças
vão
perceber
que há
uma relação
entre as
peças. A
pergunta a
ser feita
é quantas
peças
menores
vale uma
peça
maior.
Sobrepondo
umas às
outras,
chegarão
à relação
de equivalência
entre
elas. Na
foto,
vemos as
equivalências
entre os
materiais
da base 5
plana e os
da base 3
tridimensional.

ATIVIDADE
3
Seis
por meia dúzia
Em
seguida,
em duplas,
as crianças
vão
exercitar
o que
descobriram
na
atividade
anterior.
Para isso,
farão uma
espécie
de negociação,
que a
professora
Regina
chama de
"brincadeira
do
banco".
Uma criança
fica com
as peças
menores.
Outra, com
as
maiores. O
objetivo
é trocar
peças
usando a
equivalência
entre
elas. As
quantidades
de cada
criança
no início
não podem
se alterar
ao fim da
brincadeira.
Peça que
confiram o
valor de
cada uma.
Acima,
vemos as
trocas de
uma placa
por três
barras da
base 3 e
de dois
retângulos
por um
quadrado
da base 2.

ATIVIDADE
4
Um
por um
Esta
é a
atividade
final com
o
multibase.
Regina a
chama de
"jogo
do um a
mais".
Na prática,
é o exercício
que, por
meio de
uma
simples
contagem,
mostrará
à criança
como
funciona o
sistema de
numeração.
Usando o
conceito
de equivalência,
aprendido
e
exercitado
nas fases
anteriores,
o aluno
deverá
montar a
representação
de uma
contagem
numérica,
começando
com uma peça.
A única
regra é a
seguinte:
se estiver
na base 5,
como no
exemplo
abaixo,
nunca
poderá
repetir
cinco peças
iguais.
Veja como
ficaria a
seqüência
pronta e a
descrição
de cada
etapa, da
esquerda
para a
direita.
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