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O
diretor-líder vai além do gerenciamento e coloca as
pessoas em primeiro plano.
Administrar
é, sem dúvida, uma dimensão essencial da liderança.
Envolve gerenciar recursos financeiros; desenhar,
implementar, acompanhar e avaliar planos; organizar,
prover, facilitar; criar condições favoráveis ao
aproveitamento dos alunos. Boa administração garante
manter a casa em ordem – mas não basta para fazer com
que uma escola se aperfeiçoe e mude.
Administradores intervêm apenas de maneira indireta no
trabalho dos professores. Para que transformações na
qualidade do ensino ocorram, é preciso que o diretor vá
além. Deve atuar como líder educacional e influenciar
diretamente o comportamento profissional dos educadores.
Liderança focaliza as pessoas.
O
diretor-líder está em contato permanente com os
docentes.
Faz
com que cada profissional, aluno e pai, sintam que a
escola lhe pertence. Deve ser fonte de inspiração,
incentivo e apoio técnico. Estimula a criatividade, mas
ao mesmo tempo estabelece padrões, confronta, corrige,
capacita. Valoriza o desempenho dos professores, sabendo
que receber reconhecimento os motiva a fazer cada vez
melhor o seu trabalho. Por isso, é capaz de extrair o máximo
de sua equipe de profissionais.
O
diretor-líder constrói um sonho e faz com que sua
equipe embarque nele.
Ele é capaz de sonhar –
com nitidez – a escola como ela deve ser. Compartilha
com os outros esta visão, que se traduz em imagens
apaixonantes, energizadoras, sobre o papel e a importância
da educação. Consegue fazer com que a equipe sinta que
está embarcando em um projeto vital, até mesmo
sagrado, que exigirá sacrifícios, mas também realizará
algo muito importante, digno do melhor que existe em
cada um.
Uma visão suficientemente poderosa pode impulsionar o
processo de planejamento. Estimula a comunidade escolar
a projetar, programar, elaborar roteiros para
concretizar o futuro desejado. O diretor-líder não se
limita a registrar, no Plano da Escola, as decisões
tomadas pela equipe – ele a convida a criar sua
declaração de missão: uma fórmula que sintetiza o
que a escola faz, com que propósito, de que forma, com
que pessoas e entidades. Divulgada em cartazes, a
declaração de missão ajuda a manter o foco no que é
essencial – fazer com que os alunos aprendam cada vez
mais. A missão expressa, em poucas linhas, a identidade
da escola e comunica a razão de sua existência de
forma clara e motivadora, a alunos, professores, funcionários
e comunidade.
O
diretor-líder faz com que sua equipe sinta que tem
poder para realizar e transformar.
Em
vez de se lastimar e culpar Deus e o mundo pelos
problemas da escola, transmitindo uma atitude de dependência
e desamparo, o diretor-líder incentiva a equipe a
descobrir o que é possível fazer para dar um passo
adiante. Auxilia os profissionais a melhor compreender a
realidade educacional em que atuam, a tomar decisões
sobre prioridades baseando-se nesta compreensão, e a
empreender, em conjunto, ações para colocá-las em prática.
Ao resolver, passo a passo, problemas específicos, a
comunidade escolar adquire consciência de seu poder de
mudar a realidade, com os recursos disponíveis.
O
diretor-líder transforma a escola em oficina de
trabalho, onde profissionais aprendem uns com os outros,
cooperando para solucionar problemas pedagógicos.
Se
o diretor é um líder, ele não deixa os professores
abandonados à própria sorte, isolados em suas salas de
aula. Organiza a jornada escolar, abrindo espaço para
reuniões semanais ou pelo menos quinzenais dos
docentes, por disciplina ou por série. Estimula-os a
debater, em grupo, problema pedagógico como dificuldade
em motivar a classe ou em estabelecer relações entre
os conteúdos e a vida dos alunos. É o momento em que
os professores refletem sobre sua prática e
experimentam novas possibilidades. Partindo da análise
dos dados das avaliações, podem descobrir, por
exemplo, por que os alunos da 4a série estão
encontrando dificuldade na divisão com dois algarismos
e que procedimento usar para facilitar esta
aprendizagem.
Em um clima descontraído, não ameaçador, de cooperação,
vão sentir-se à vontade até para falar sobre seus próprios
erros, discuti-los e aprender com eles.
O
diretor-líder é visto, todos os dias, por professores,
alunos e pais.
Ele
gasta a sola dos sapatos, percorrendo diariamente todas
as dependências da escola. Assim, comunica à equipe,
aos alunos e aos pais que se importa com eles. Ao mesmo
tempo, monitora como as atividades estão se
desenvolvendo e identifica itens que poderão ser
discutidos nas reuniões com os professores e outros
funcionários.
O diretor-líder sabe fazer alianças, buscando
promover mais e melhor aprendizagem na escola.
Quando o diretor é um líder, ele é também um
grande comunicador, capaz de mobilizar e articular os
mais diferentes setores em torno da missão da escola.
Convence e orienta os pais, por exemplo, a desenvolver
sistematicamente os hábitos de estudo de seus filhos ou
a trabalhar como voluntários em projetos de recuperação.
Mapeia as organizações sociais e culturais da
comunidade que possam desenvolver ações complementares
junto aos alunos, como dança, teatro, estudo de línguas,
informática, esportes.
Solicita estagiário às universidades e ajuda no
desenho de estratégias de capacitação em serviço
para os professores. Recorre a rádios e jornais locais
para divulgar os êxitos da escola, e a empresários,
pedindo financiamento para projetos específicos.
O diretor-líder, enfim, é capaz de trazer à
tona o potencial de cada pessoa ou instituição e criar
aquela certa magia que faz cintilar as escolas felizes,
onde ninguém pára de aprender.
E, sempre que o seu trabalho é coroado de êxito, todos
dizem: “Nós fizemos isso!”. São, que se traduz em
imagens apaixonantes, energizadoras, sobre o papel e a
importância da educação. Consegue fazer com que a
equipe sinta que está embarcando em um projeto vital,
até mesmo sagrado, que exigirá sacrifícios, mas também
realizará algo muito importante, digno do melhor que
existe em cada um.
Uma visão suficientemente poderosa pode impulsionar o
processo de planejamento. Estimula a comunidade escolar
a projetar, programar, elaborar roteiros para
concretizar o futuro desejado. O diretor-líder não se
limita a registrar, no Plano da Escola, as decisões
tomadas pela equipe – ele a convida a criar sua
declaração de missão: uma fórmula que sintetiza o
que a escola faz, com que propósito, de que forma, com
que pessoas e entidades. Divulgada em cartazes, a
declaração de missão ajuda a manter o foco no que é
essencial – fazer com que os alunos aprendam cada vez
mais. A missão expressa, em poucas linhas, a identidade
da escola e comunica a razão de sua existência de
forma clara e motivadora, a alunos, professores, funcionários
e comunidade.
O
diretor-líder faz com que sua equipe sinta que tem
poder para realizar e transformar.
Em
vez de se lastimar e culpar Deus e o mundo pelos
problemas da escola, transmitindo uma atitude de dependência
e desamparo, o diretor-líder incentiva a equipe a
descobrir o que é possível fazer para dar um passo
adiante. Auxilia os profissionais a melhor compreender a
realidade educacional em que atuam, a tomar decisões
sobre prioridades baseando-se nesta compreensão, e a
empreender, em conjunto, ações para colocá-las em prática.
Ao resolver, passo a passo, problemas específicos, a
comunidade escolar adquire consciência de seu poder de
mudar a realidade, com os recursos disponíveis.
O
diretor-líder transforma a escola em oficina de
trabalho, onde profissionais aprendem uns com os outros,
cooperando para solucionar problemas pedagógicos.
Se
o diretor é um líder, ele não deixa os professores
abandonados à própria sorte, isolados em suas salas de
aula. Organiza a jornada escolar, abrindo espaço para
reuniões semanais ou pelo menos quinzenais dos
docentes, por disciplina ou por série. Estimula-os a
debater, em grupo, problema pedagógico como dificuldade
em motivar a classe ou em estabelecer relações entre
os conteúdos e a vida dos alunos. É o momento em que
os professores refletem sobre sua prática e
experimentam novas possibilidades. Partindo da análise
dos dados das avaliações, podem descobrir, por
exemplo, por que os alunos da 4a série estão
encontrando dificuldade na divisão com dois algarismos
e que procedimento usar para facilitar esta
aprendizagem.
Em um clima descontraído, não ameaçador, de cooperação,
vão sentir-se à vontade até para falar sobre seus próprios
erros, discuti-los e aprender com eles.
O
diretor-líder é visto, todos os dias, por professores,
alunos e pais.
Ele
gasta a sola dos sapatos, percorrendo diariamente todas
as dependências da escola. Assim, comunica à equipe,
aos alunos e aos pais que se importa com eles. Ao mesmo
tempo, monitora como as atividades estão se
desenvolvendo e identifica itens que poderão ser
discutidos nas reuniões com os professores e outros
funcionários.
O
diretor-líder sabe fazer alianças, buscando promover
mais e melhor aprendizagem na escola.
Quando
o diretor é um líder, ele é também um grande
comunicador, capaz de mobilizar e articular os mais
diferentes setores em torno da missão da escola.
Convence e orienta os pais, por exemplo, a desenvolver
sistematicamente os hábitos de estudo de seus filhos ou
a trabalhar como voluntários em projetos de recuperação.
Mapeia as organizações sociais e culturais da
comunidade que possam desenvolver ações complementares
junto aos alunos, como dança, teatro, estudo de línguas,
informática, esportes.
Solicita estagiário às universidades e ajuda no
desenho de estratégias de capacitação em serviço
para os professores. Recorre a rádios e jornais locais
para divulgar os êxitos da escola, e a empresários,
pedindo financiamento para projetos específicos.
O
diretor-líder, enfim, é capaz de trazer à tona o
potencial de cada pessoa ou instituição e criar aquela
certa magia que faz cintilar as escolas felizes, onde
ninguém pára de aprender. E, sempre que o seu trabalho
é coroado de êxito, todos dizem: “Nós fizemos
isso!”
Bibliografia:
Boudewijn
van Velzen, sociólogo e educador, é
Coordenador de Assuntos Internacionais do APS – Centro
Nacional pelo Aperfeiçoamento das Escolas, na Holanda.
No Brasil, foi responsável pelo Projeto Facilitando
Mudanças Educacionais, da Secretaria de Educação de São
Paulo, e oferece consultoria pedagógica ao Cecip –
Centro de Criação de Imagem Popular, no Rio de
Janeiro.
Eny
Marisa Maia, doutora em Educação pela USP,
oferece consultoria a diferentes Secretarias
de Educação brasileiras e é co-autora do livro Plano
Escolar, Caminho Para a Autonomia, CTE, 1998.
Lorraine
Monroe, diretora da School for Leadership
Academy, em Nova York, considerada uma das melhores
diretoras de escolas públicas nos Estados Unidos, vem
participando de projetos de capacitação promovidos
pelas Secretarias de Educação de São Paulo e Paraná.
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Este Artigo foi transcrito da Revista Nova Escola, com
intenção única de informação aos educadores

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