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Um Carinho Para Hilda


A Serenata

                               C.O. de França

 

 Duas horas de fria madrugada.

 Não há sinal de luz pelo caminho.

 A rua está deserta, abandonada

 --- Tudo é silêncio e  tudo é tão sozinho!

 

 De repente, ouço a voz enamorada

 De um cantor, que soluça ao cavaquinho:

 Chora um violão, na noite escancarada

 E uma janela se abre de mansinho...

 

 Depois, ela aparece---é muito bela!

 Joga beijos e acena da janela

 E tudo é luz e tudo é claridade

 

 As serenatas foram sempre assim...

 E hoje, delas, só restam, para mim,

 Uma valsa, um soluço e uma saudade!

Enviado por Hilda - domingo, 1 de dezembro de 2002 - 16:44

 

 

 

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