Quantas
vezes trilhamos desgraçados,
Da
vida humana os ásperos caminhos;
Vós em busca de esmolas, fatigados,
Eu,
fatigado em busca de carinhos.
Aos
que tiverem sedas e brocados
Invejais
a riqueza, ó pobrezinhos
E eu mais invejo são os namorados,
__
Aves que dormem no froxel dos ninhos.
Como
de porta em porta sem abrigo
Noite
e dia seguis __ aflito sigo
De coração em coração, assim.
E assim, lastimo as esperanças mortas
Pois,
como para vós fecham-se as portas,
Os
corações se fecham para mim.
Enviado
por Hilda - domingo, 1 de dezembro de 2002 - 20:34 |