Amor
Absoluto
Outrora,
éramos ausentes,
desconhecidos
Juntos,
talvez, palmilhamos a mesma
estrada,
Mas
o destino ou Deus, não
explico,
Quis
que nos encontrássemos,
Marcando
para nós, um encontro
Numa
nova e longa caminhada...
Eu
te via assim,
Comum
como tantos outros
Rosto
firme, olhar vazio, calmo...
Ar
misterioso, que me encabulava
a’lma.
Até
que um dia de repente,
Como
a câmara que procura o foco
Meu
olhar buscou o teu, como a
farejar respostas:
-
Por que esse homem tímido de
sorriso lindo
Me
sufoca tanto o peito,
Me
enche de tanto encanto...?
Tive
enfim, a resposta que buscava,
Quando
o teu olhar encontrou o meu
Vi
o teu rosto comum, tornar-se
iluminado...
E
foi-se distanciando tanto
Dos
tantos outros que eu
achava assemelhados
Fomos
então nos descobrindo aos
poucos
Nossas
atitudes, posturas, foram
confrontadas
Idéias
foram encolhidas ou
agigantadas pra nos
combinar...
Preenchidos
os vãos que nos haviam
destinado
Um
amor absoluto então, estava
instaurado:
Nos
somamos um ao outro, em Deus
Como
o Amanhecer e a Alvorada.
